quarta-feira, 20 de abril de 2016

Momentos de Relaxe

O meu genro Pedro Mira de vez em quando vai tirando umas fotos durante o culto em Santo António dos Cavaleiros, em jeito de reportagem. O dia 11 de Abril não foi excepção. Como de costume, quando cheguei, o culto já havia começado e sentei-me nos bancos ao pé da mesa de som. E ele aproveitou para me tirar esta foto. 


terça-feira, 7 de julho de 2015

Deus e os Eventos

Texto publicado em 27 de Dezembro de 2009 no FB em comentário a uma nota do Manuel Adriano Rodrigues sobre o aproveitamento consumista dos eventos, conduzindo à perda de liberdade de escolha do homem

O problema não está no evento nem na sua essência. Afinal, Deus é um Deus de eventos. E o Seu grande evento foi a Sua revelação. Ora, só há revelação se houver quem revele e quem esteja disposto a compartilhar essa revelação. Porque revelação implica comunhão. E isso é evento. De resto, na sua essência, o homem só é homem na medida em que se complementa no outro e o encontro com o outro implica evento. Afinal, o homem reflecte a própria natureza do divino e disso ecoam as verdades eternas – «não é bom que o homem esteja sozinho», «Jesus é Emanuel». O homem dito «selvagem» (na óptica de J. J. Rousseau e «le bon sauvage») soube entender esta dinâmica própria do humano e disso dá conta nos seus diversos ritos de passagem. E no cumprimento, respeito, observância desses ritos, o homem «selvagem» encontra o seu equilíbrio nesta tensão entre a imanência e a transcendência. O rito de passagem é fundamental ao homem para o seu equilíbrio e o homem ocidental continua a ser homem e continua necessitado desse equilíbrio que o rito de passagem lhe confere e por isso não rejeita as diversas propostas que lhe são oferecidos, sempre na expectativa de que lhe seja apresentado produto genuíno. O problema é que a sociedade ocidental, marcadamente capitalista, leia-se consumista, leia-se sociedade do ter e haver, propõe um homem desligado desta tensão. E ao desligá-lo, desumaniza-o, desenraíza-o, fá-lo perder a essência própria. E o evento transforma-se numa farsa. Não é o evento que eu rejeito, porque o evento-fenómeno e a maioria dos eventos-factos não são criação de um sistema cultural desumanizado. O que rejeito é a sua apropriação indevida e a sua redução a algo que não passa de uma caricatura. Quando se transforma o homem em homo oeconomicus outra coisa não seria de esperar.

Pensamento

A 17 de Dezembro de 2009 publicava este pensamento no FB:

Tenho observado que há muitos mais interessados em fazer carreira do que em colocar os seus dons (por diminutos que sejam) ao serviço do próximo.